
,Querido amigo, seja bem-vindo!
Paz, luz e muito amor, em todos os corações!
Acreditam muitos companheiros que tornar-se espírita é mudar diametralmente o comportamento perante a vida...
Estranha metamorfose é observada nos neóficos assim que adentram à Doutrina e ao seu rico celeiro de informações.
Contrariando o modo de ser e pensar, adotam atitudes conflitantes com sua realidade íntima.
Pensando acertar com o Mais Alto, erram consigo mesmos.
De pessoas alegres passam a criaturas sérias e não raro, críticas e mal-humoradas.
De gozadores folgadões passam a tristes figuras de olhar vazio e coração entendiado.
De amantes do mundo saltam para a companhia amarga da solidão, aprisonando-se dentro da doutrina que acreditam libertadora.
De pessoas normais passam a anormais, pensado-se certos e renovados.
Amigos, não nos enganemos... Espiritismo é mudança de dentro para fora e não de fora para dentro.
De nada valem atitudes e trejeitos se o coração vaga longe do suposto "homem novo", como que a buscar a antiga face, mais verdadeira...
Fora isso, é mais uma máscara, das muitas que já usamos no passado quando envolvidos em outras religiões, a prosseguir colada em nosso rosto ocultando-nos da vida e ocultando de nós a vida, em nosso próprio prejuízo.
Na mensagem dessa semana, André Luiz nos orienta quanto a maneira correta de imprimir este traço ao nosso modo de ser e de agir, às nossas atitudes e diretrizes...
TRAÇO ESPÍRITA
O companheiro, contado na estatística da Nova Revelação, não pode viver de modo diferente dos outros, no entanto, é convidado pela consciência a imprimir o traço de sua convicção espírita em cada atitude.
Trabalha - não ao jeito de pião consciente enrolado no cordel da ambição desregrada, aniquilando-se sem qualquer proveito.
Age construindo.
Estuda - não para converter a personalidade num cabide de condecorações acadêmicas sem valor para a Humanidade.
Aprende servindo.
Prega - não para premiar-se em torneios de oratória e eloquência, transfigurando a tribuna em altar de suposto endeusamento.
Fala edificando.
Administra - não para ostentar-se nas galerias do poder, sem aderir à responsabilidade que lhe pesa nos ombros.
Dirige obedecendo.
Instrui - não para transformar os aprendizes em carneiros destinados à tosquia constante, na garantia de propinas sociais e econômicas.
Ensina exemplificando.
Redige - não para exibir a pompa do dicionário ou render homenagens às extravagâncias de escritores que fazem da literatura complicado pedestal para o incenso a si mesmos.
Escreve enobrecendo.
Cultiva a fé - não com o intento pretencioso de escalar o céu teológico pelo êxtase inoperante, na falsa idéia de que Deus se compara a tirano amoroso, feito de caprichos e privilégios.
Crê realizando.
O espírita vive como vivem os outros, mas em todas as manifestações da existência é chamado a servir aos outros, através da atitude.
ANDRÉ LUIZ
(Opinião Espírita, 3, edição CEC)
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